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No Dia do Homem, um alerta para o contágio pelo coronavírus

15 jul 2020 • Flávia Sapienza

Talvez você não saiba, mas há 27 anos o dia 15 de julho é o Dia do Homem. Diferente do Dia Internacional da Mulher, que marca a luta por direitos, o dia de hoje chama a atenção para os cuidados com a saúde. É um alerta especial, principalmente porque vivemos uma pandemia. O médico Roni Fernandes, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, destaca que os homens são mais vulneráveis ao novo coronavírus.

Os boletins epidemiológicos divulgados pelo Ministério da Saúde confirmam que os homens são mais vulneráveis à Covid-19 do que as mulheres. Os dados mostram que 57% das pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus são homens. E, entre os que morreram por causa da infecção, representam 58% são do gênero masculino.

Além dessa predisposição biológica, os homens ainda se colocam em risco por um outro motivo: o machismo. A coordenadora do Grupo de Estudo Saúde Mental e Gênero da Universidade de Brasília, Valeska Zanello, avalia que os princípios do patriarcado influenciam até mesmo os cuidados com a própria proteção.

No mundo, o Dia Internacional do Homem é celebrado em 19 de novembro. Não é uma data instituída pela ONU, mas aproximadamente 70 países a comemoram. Nos últimos anos, tem sido cada vez mais comum ver monumentos e prédios iluminados de azul, em alusão à campanha “Novembro Azul”, de prevenção ao câncer de próstata.

Reforçar a importância do autocuidado

Os homens brasileiros vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres. Entre as causas de morte prematura estão à violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares e infartos. Por isso o Ministério da Saúde implementou, em 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Um dos principais objetivos é promover ações de saúde que contribuam para a compreensão da realidade singular masculina e propiciar um melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

No site do Ministério da Saúde, Angelita Herrmann, ex-coordenadora de Saúde do Homem, ressaltou a importância de conscientizar o sexo masculino da importância de se cuidar. “É preciso chamar atenção dos homens para o autocuidado. Homem não é super herói, eles precisam quebrar o mito de serem fortes o tempo todo. Essa cultura do não se olhar é que faz com que os homens morram antes das mulheres”, disse.

A adoção de hábitos saudáveis, a prática de atividade física regular, a alimentação balanceada e o uso moderado de bebidas alcoólicas são cruciais para diminuir estes agravos evitáveis. A identificação precoce de doenças aumenta as chances de um tratamento eficaz. Por isso, alguns exames devem fazer parte da rotina dos homens. “É preciso prestar atenção no corpo e ficar atento aos sinais que ele envia. O cuidado deve ser diário. Mudanças de hábitos alimentares, com menos alimentos gordurosos e ultra processados são fundamentais. Evitar estes comportamentos de risco é a chave para uma vida mais longa e saudável”, explicou Herrmann.

 

Fonte: Agência Brasil e Ministério da Saúde