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Você sabe diferenciar as hepatites A, B, C, D e E?

28 jul 2019 • Felipe Nascimento

Dia 28 de julho é o Dia Mundial de Combate às hepatites virais. A doença é uma grave inflamação do fígado e acomete um número cada vez maior de brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, só em 2017 o Brasil registrou 40.198 novos casos de hepatites virais. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que já ocorreram 1,7 milhão de mortes no mundo provocadas por complicações dos diferentes tipos da doença.

Você sabe diferenciar as hepatites? Confira a seguir algumas características de cada tipo da doença:

HEPATITE A
A hepatite A é uma doença contagiosa e sua transmissão por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Diagnóstico: é realizado por exame de sangue. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas.

Prevenção: melhorar as condições de higiene e de saneamento básico. Outras medidas importantes: lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos; cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco.

 

HEPATITE B
O vírus da hepatite B é transmitido principalmente por meio de fluidos corporais. Como o vírus está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Usuários de drogas injetáveis e pessoas submetidas ao uso de material cirúrgico contaminado e não-descartável e lâminas de barbear ou alicates compartilhados têm maior risco de contrair esta forma de hepatite.

Os sintomas mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras, sinais que costumam aparecer de um a seis meses após a infecção.

Diagnóstico: é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado.

Prevenção: tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho.

 

HEPATITE C
O vírus da hepatite C, assim como o causador da hepatite B, está presente no sangue. Ele pode ser transmitido por transfusão de sangue, compartilhamento de material para uso de drogas, higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings; da mãe infectada para o filho durante a gravidez (mais rara) e sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (mais rara).

O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite.

Diagnóstico: quando feito precocemente, amplia a eficácia do tratamento. Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado.

Prevenção: não existe vacina contra a hepatite C, mas para evitar a doença, basta não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes.

 

HEPATITE D
Já o vírus da hepatite D necessita da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. Sua transmissão, assim como a do vírus B, ocorre por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada, da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; compartilhamento de material para uso de drogas, de higiene pessoal, ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings e por transfusão de sangue.

Diagnóstico: nos casos de infecção pelo vírus D em portadores do vírus B, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose. Por isso, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível e o tratamento só pode ser indicado por médico especializado. É a principal causa de cirrose hepática em crianças e adultos jovens na região amazônica do Brasil.

Prevenção: Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença.

 

HEPATITE E
Mais comum na Ásia e na África, a transmissão da hepatite do tipo E é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Como as outras variações da doença, quase não apresenta sintomas.

Diagnóstico: é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HEV. Na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta pobre em gorduras. A internação só é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave, principalmente mulheres grávidas.

Prevenção: melhorar as condições de higiene e de saneamento básico, além de medidas importantes, tais como lavar as mãos após ir ao banheiro, lavar bem alimentos que são consumidos crus e cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los.

Fonte: Ministério da Saúde | Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais