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Uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos, segundo OMS

10 set 2019 • Flávia Sapienza

Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Além disso, setembro também é, no Brasil, o mês de conscientização oficial sobre o suicídio, o chamado Setembro Amarelo, organizado desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

De acordo com relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa se suicida a cada 40 segundos no mundo. Número que, conforme destaca o relatório, não representa fielmente a realidade, já que, para cada morte devidamente registrada, há muitas outras tentativas e óbitos que não chegam a ser contabilizados como suicídios.

O suicídio, ainda segundo a Organização, foi apontado como a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, estando atrás apenas dos acidentes de trânsito.

Entre alguns dos sinais de alerta para atitudes suicidas apontados pelo Ministério da Saúde estão: falta de esperança e visão negativa de sua vida e futuro; expressão de ideias ou intenções suicidas – escrever ou falar frases como “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz” e “queria poder dormir e nunca mais acordar”; e isolamento social.

O Ministério da Saúde também dá dicas de como agir diante de uma pessoa sob risco de suicídio. Confira:

• Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio;

• Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento;

• Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa;

• Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.

• Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

 

Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) | Agência Brasil | Ministério da Saúde