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Incidência de conjuntivite aumenta na primavera e verão

04 out 2019 • Flávia Sapienza

Você sabia que os casos de conjuntivite aumentam durante a primavera e o verão? Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia, surtos de conjuntivite (inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que reveste o branco dos olhos e o lado de dentro das pálpebras) podem ocorrer em qualquer época do ano. No entanto, eles são comuns nos meses da primavera e do verão, porque o calor, a umidade e também o tempo muito seco favorecem a disseminação dos agentes infecciosos.

Entre as possíveis causas da doença estão as alergias e as infecções por vírus ou bactérias. Nestes últimos dois casos, é uma doença de fácil contágio, que pode estender-se por uma semana, 15 dias, e começar por um dos olhos para depois afetar o outro.

Olhos de uma mulher

Os sintomas típicos da conjuntivite incluem olhos vermelhos, irritados, que coçam, ardem e lacrimejam e, quando aparecem, é preciso consultar um oftalmologista para orientar o tratamento, que varia conforme a causa da doença.

As mãos são as grandes responsáveis pela transmissão da doença. Para evitar o contágio, o mais importante é lavar as mãos com água e sabão — qualquer sabão –, principalmente após tocar em locais públicos.

Para quem está com conjuntivite, é indicado tomar alguns cuidados para evitar a transmissão da doença e também diminuir o risco de complicações. Confira:

• Procurar assistência médica tão logo apareçam os sintomas e, sob nenhum pretexto, recorrer à automedicação (a conjuntivite mal tratada pode reverter em complicações graves para os olhos);

• Permanecer em casa, enquanto durarem os sinais da doença;

• Evitar ambientes fechados e aglomerações;

• Separar os objetos de uso diário como copos, talheres, sabonetes, por exemplo;

• Usar toalhas e lenços de papel descartáveis para secar os olhos, o rosto e as mãos;

• Lavar a roupa de cama e toalhas de banho com frequência;

• Trocar a fronha dos travesseiros todos os dias ou sempre que tiverem entrado em contato com a secreção dos olhos;

• Não compartilhar produtos de maquiagem;

• Não utilizar lentes de contato enquanto houver sinais da infecção;

• Não esfregar os olhos, mesmo que estejam coçando bastante;

• Lavar as mãos antes e depois de utilizar colírios e/ou pomadas oftálmicas, prestando atenção para não encostar a ponta do aplicador nos olhos;

• Empregar apenas material descartável (algodão, gaze, etc.) para limpar os olhos e fazer as compressas;

• Ficar longe das piscinas, represas e mesmo dos banhos de mar.

 

Fonte: Portal Drauzio Varella | Agência Brasil