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Estudo avalia risco de pegar Covid-19 em cada tipo de evento social

14 out 2020 • Flávia Sapienza

Homem usando máscara para proteção contra coronavírus

Será que vai ser possível reunir a família — ou ao menos parte dela — nas festas de fim de ano? Quando exatamente é seguro participar de um evento em meio à pandemia de covid-19?

Com os números de casos e mortes ainda crescendo em todo o mundo e a dificuldade de manter a população em isolamento social, um novo estudo tenta ajudar as pessoas avaliar o risco de cada situação.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, criaram uma tabela que considera fatores como o uso de máscaras, o tempo de contato com outras pessoas, a ventilação do local, a quantidade de pessoas e até o que elas estão fazendo — falar, cantar, gritar ou permanecer em silêncio.

O artigo original foi publicado no periódico de saúde The BMJ.

“O risco de infecção é determinado por muitos fatores, e todos eles estão conectados”, disse à BBC News Brasil Lydia Bourouiba, diretora do Laboratório de dinâmica de fluidos na transmissão de doenças do MIT e uma das autoras do estudo.

“Ainda não há nenhum estudo que determine o risco absoluto de cada atividade, mas, com essa tabela, queremos que as pessoas saibam avaliar o risco relativo de cada situação. Assim elas podem se adaptar.”

Por exemplo, se o evento ao qual você foi convidado é um karaokê, em uma sala fechada onde as pessoas estarão gritando e cantando, o melhor a fazer é certificar-se de que poucas pessoas estarão presentes, e ficar o mínimo de tempo possível. Sem esquecer de usar a máscara.

Ou simplesmente sugerir uma reunião com os mesmos amigos em um local aberto, onde seja possível manter uma distância maior e sem música alta — para que não seja necessário gritar.

“Isso é importante porque, se você dá às pessoas uma só regra rigorosa, o que acaba acontecendo na maioria das vezes é que algumas não aplicam a regra, ou aplicam só durante algum tempo. É difícil pedir à população que fique em alerta máximo por meses”, opina a pesquisadora.

Confira a tabela produzida pelo estudo:

Fonte: Época Negócios