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Doação de sangue: o que você precisa saber para salvar vidas

14 jun 2019 • Felipe Nascimento

No dia 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para promover a conscientização e incentivo às campanhas que visam aumentar os estoques de sangue no mundo inteiro. No Brasil, apenas 1,9% da população doa sangue. A recomendação da OMS é de que em cada país entre 3% e 5% dos habitantes sejam doadores.

O sangue é vital para os pacientes que sofrem de doenças crônicas graves, que às vezes necessitam de múltiplas transfusões, além de servir de apoio para procedimentos médicos e cirúrgicos complexos. Ou seja, ao doar sangue, aumentam as chances de alguém continuar vivo e se recuperar rapidamente. Por isso, é fundamental que os brasileiros adotem a cultura da doação regular e espontânea, não apenas em datas específicas.

E é esse sentimento de solidariedade e amor pelo próximo que faz a AFR aposentada Eneida M. C. Ribeiro Rossin ser doadora há mais de 30 anos. A missão tornou-se importante para toda a família. “Há 05 anos me tornei doadora de sangue, quando um conhecido precisava de doações. A partir disso, nunca mais parei. Minha mãe foi minha grande incentivadora. É muito gratificante fazer o bem e eu doo com a maior boa vontade, pois esta ação pode mudar a vida de muitas pessoas”, disse a filha da AFR, Carolina Camargo Ribeiro Rossin.

Carolina conta que o processo sempre foi muito tranquilo. “É muito rápido e seguro, não causa dor, apenas um leve incômodo no início”, afirma. Ela ainda aconselha: “Se eu pudesse dar um conselho para aqueles que podem ajudar esta causa, seria: apenas doe. É igual aquela picadinha de vacina que todo mundo já conhece, mas que pode salvar uma vida. E no final tanto quem doa como quem recebe se sente feliz e realizado!”


DOAR SANGUE É SEGURO?
O procedimento para doação de sangue é simples, rápido e totalmente seguro. Não há riscos para o doador, porque nenhum material usado na coleta do sangue é reutilizado, o que elimina qualquer possibilidade de contaminação. Estudos ainda comprovam que nosso organismo repõe rapidamente o sangue doado. Além disso, o gesto reduz o risco de doença cardíaca e de câncer e, mais ainda, traz a imensa satisfação de salvar vidas.


COMO DOAR?
Para ser doador é preciso:

– Estar em boas condições de saúde;
– Ter idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados pelos pais ou por responsável legal. O limite de idade para a primeira doação é de 60 anos;
– Pesar no mínimo 50kg;
– Não estar em jejum e evitar alimentação gordurosa;
– Ter dormido pelo menos 6 horas antes da doação;
– Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação;
– Não fumar pelo menos duas horas antes da doação;
– Apresentar documento oficial de identidade com foto.

Impedimentos temporários:
– Gripe ou febre;
– Gestantes ou mães que amamentam bebês com menos de 12 meses;
– Até 90 dias após aborto ou parto normal e até 180 dias após cesariana;
– Tatuagem/maquiagem definitiva, nos últimos 12 meses;
– Exposição à situação de risco para HIV/AIDS;
– Herpes labial ou genital.

Impedimentos definitivos:
– Hepatite após os 11 anos de idade;
– Evidência clínica ou laboratorial, das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, vírus HIV, AIDS, doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
– Uso de drogas ilícitas injetáveis;
– Malária.

Além disso, existe um intervalo entre as doações que deve ser respeitado:
Mulheres: período de 90 dias. Máximo de 3 doações, nos últimos 12 meses.
Homens: período de 60 dias. Máximo de 4 doações, nos últimos 12 meses.

Outros critérios que impedem a doação de sangue serão verificados na entrevista de triagem, por isso, seja sempre muito responsável e sincero nas respostas. Deixe o amor e a solidariedade falarem mais alto. Confira aqui os endereços dos postos de coleta no estado de São Paulo e torne-se um doador voluntário.