Sem categoria

Médicos ganham para pôr marca-passos e stents. Entenda como a Amafresp fiscaliza e evita este tipo de ação!

14 jan 2015 • Fabieli de Paula

Conforme já foi identificado em cirurgias ortopédicas, a máfia que paga comissões a médicos para induzir a venda de próteses também faz vítimas entre portadores de doenças cardíacas. A reportagem exibida domingo pelo “Fantástico”, da TV Globo, mostrou que médicos recebem dinheiro vivo para implantar próteses cardíacas em pacientes submetidos a cirurgias que, muitas vezes, são desnecessárias.

Segundo a matéria exibida, exames em 250 pacientes concluíram que 22% tiveram stents implantados sem necessidade. Estes dispositivos são pequenos tubos metálicos que desobstruem vasos do coração para evitar infartos. Fornecedores revelaram que pagam entre R$ 3.500 e R$ 4 mil por cada stent implantado.

O auditor médico da Amafresp, Dr. Walter Lyrio do Valle, explicou que existem protocolos clínicos definidos pelas entidades médicas para o implante de stents farmacológicos, devidamente adotados e controlados pela Amafresp, além das rotinas de praxe, como, por exemplo, a exigência de três fornecedores de material, e análise técnica prévia de todas as solicitações. “Se existir alguma incoerência, contestamos o médico e pedimos a opinião de outro especialista que fará um novo laudo técnico. Temos peritos de confiança para cada especialidade”.

Dr. Walter também disse que todo o material de prótese, seja relacionado às cirurgias de coluna, ortopédicas, buco-maxilo-facial, cardíacas e endovasculares, pode ser comprado direto dos fornecedores. É importante ressaltar que Amafresp tem uma gama de fornecedores qualificados que oferecem preços compatíveis com o mercado.

“Recentemente um hospital de renome, que inclusive é muito utilizado pelos filiados da Amafresp, cobrou 55 mil reais por um marca-passo. Não autorizamos e compramos o mesmo equipamento, da mesma marca pelo valor de R$7 mil”, exemplificou Dr. Walter. Essa prática já é adotada pela Amafresp há anos.

Dr. Walter também alertou que existem médicos particulares que indicam apenas um fornecedor específico, mas a Amafresp coíbe esta ação, evitando gastos desnecessários e diagnósticos médicos equivocados.

Outro item a ser observado é a data de validade do implante de produtos que possuem medicamentos incorporados, como o stent intracoronário. Nesse caso, as especificações do material implantado são auditadas no prontuário do paciente e verificadas pelo médico auditor no ato do fechamento da fatura hospitalar, portanto nossos filiados podem ficar tranquilos, pois isso não acontece na Amafresp.

A gerente da Amafresp, Rosângela Lázaro, também destaca que todos os esforços da Amafresp são voltados à segurança do paciente, evitando que casos como os relatados na reportagem aconteçam. “Excepcionais atrasos nas autorizações de materiais nas cirurgias eletivas tem como objetivo garantir total segurança ao nosso filiado”, concluiu.